chronophobia,

Morbid fear of the duration or immensity of time.

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Conversando com os fantasmas da minha cabeça, eu criei diversos cenários, começos, meios e fins. Nenhum satisfatório, nenhum que me fizesse acreditar que talvez, fosse melhor.

Eu tenho grandes manias. A maior delas é tentar controlar tudo, tentar saber tudo e não me sentir perdida, afinal. Eu até marquei a minha pele, pra que nunca me esquecesse de que isso é um erro. Eu tenho mudanças de humor repentinas. Uma hora eu quero chorar, mas em dois minutos eu já estou rindo de novo.

Eu queria ser diferente, eu queria não tentar controlar tudo, não tentar prever o que alguém tem a dizer, o porquê de tais atitudes. Eu tento todos os dias fingir que não me importo - e talvez eu não me importe mesmo, quem sabe? Queria me martirizar menos por coisas que minha cabeça cria, por situações que nem aconteceram.

Talvez eu devesse parar de pensar em futuros, em histórias que, hoje mal tiveram um começo e já anseio por um fim. E, por ‘ansiar o fim’, não significa que deva ser triste, eu quero que seja feliz. Só vou tentar me apegar menos ao incerto e dar um pouco mais de tempo ao tempo. Let it go, let it go. 

Vamos torcer pra que eu consiga. 

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Sabe aqueles dias que tu se sente vazio, tão vazio ao ponto de ecoar dentro de si? Me sinto assim. me sinto oca, anestesiada - e já faz um tempo.

Faz um tempo que não sei mais como agir e nem qual o protocolo pras coisas mais comuns, coisas que pra mim, eram mais do que fáceis de resolver e sentir. É como se existisse um piloto automático dentro de mim, que tomasse as atitudes que tomei de hoje há uns dois~três meses atrás.

Eu mudei - e há quem diga que mudanças são boas.
Eu amadureci - e há quem diga que já era tempo.
Eu mudei e eu amadureci e eu nem sabia se queria que isso acontecesse.

E aconteceu.

E eu não sei mais quem sou eu.

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Eu sei das tuas condições, dos teus problemas, dos teus erros quase acertos. Sei da tua impossibilidade, do teu carinho enorme, da tua dúvida.

E mesmo sabendo de tudo isso, ainda não sei como fazer meu coração não palpitar quando falo com você. 

Preciso aprender a não me apaixonar por você. 

E rápido. 

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'Não, não é amor' - você vai dizer e vai afirmar com a tua convicção escrota de 22 anos vividos que é só um desejo, que é um carinho enorme.

Não, não é amor.

Ou talvez seja, sabe-se lá. Nem eu sei. 

Sei que me irrita essa tua indiferença medíocre e esse papo de bem-me-quer-mal-me-quer quando acha que deve.

Tudo cansa, inclusive você.

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Quando eu acreditava que se fosse pra tudo dar errado, não seria com você, sobre você.

Mas a música não mente, não é?